Apenas mais um blog Wordpress. (Acho eu.)

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’21st Century Kid’ – canção do Jamie Cullum

There’s maybe a way i can tell you
Cos with everyday things continue
To get more compromised,
So who will fantasise
A new generation politicised

When things are done in our own name
Are we as much to blame?
Now it’s become clear to me,
But only lately
And the ground is removed underneath

Shout it from the brink,
You’re louder than you think

[Refrão]
21st century kid surrounded by illusion and confusion,
So maybe if you’re holding out for the truth now,
Could it be the greatest weapon?
Could it be the greatest weapon?
Your weapon

Nothing is certain except a memory
And that’s soon washed away by a low sea
Now sit yourself down my one
And see what you become,
Ignoring a smouldering gun

The white dove’s flown
D’ya think we’re on our own?

[Refrão]
21st century kid surrounded by illusion and confusion.
So maybe if you’re holding out for the truth now,
Could it be the greatest weapon?
21st century kid surrounded by illusion and confusion.
So maybe if you’re holding out for the truth now,
Could it be the greatest weapon?
Could it be the greatest weapon?
Your weapon

Mérito e Vocação

Eu sei que, mais uma vez, devia estar calado. Que o que vou dizer nas próximas linhas não importa. Não importa porque não tem nada a ver com o caminho que escolhi, porque é o reflexo persistente do Zé Rui de que me estou a tentar libertar. Mas, como não estamos todos na mesma página do ‘currículo universal’, acredito que isto ainda possa servir a alguém.

Todos nós enchemos a boca com a democracia. Churchill tinha razão quando disse que é a pior forma de governo excepto todas as outras. Objectivamente, não se inventou melhor. Mas, numa era em que tudo foi democratizado, o ignorante vota ao lado do esclarecido e as suas opiniões têm peso equivalente, as maiores nódoas tanto em carácter como em competência profissional chegam ao poder com a mesma pompa que alguém digno de tal, os debutantes escrevem livros como se tivessem algo para ensinar e claro que não é de estranhar que o conhecimento esotérico se tenha transformado em exotérico.

Todas as portas estão escancaradas a troco de dinheiro, rentabilidade, boa imagem, isto é, ou se compra ou se é vendível. Há por aí uns livros, alguns, não sei ao certo quantos, que foram escritos por alguém que actualmente é apresentador de televisão.  Há muito pouco tempo era actor numa comédia e aparecia com pouca roupa. Há mais algum era dançarino. Não digo que não seja possível ter-se um grande abrir de horizontes de um momento para o outro, mas ganhar mestria suficiente para se escrever uma série de livros, é pá, disso duvido. Duvido porque ainda estou a pensar nos termos de meados do século passado. Para mim um livro é uma coisa quase sagrada, que se chega a ser publicada deveria ter qualidade comprovada, gerar algum tipo de consenso entre muita gente de que assim é. Hoje isto não é verdade. E tal não se aplica apenas ao nosso mercado nacional, de fora vêm coisas tão ou mais duvidosas que as que nós próprios produzimos. Só que como lá fora têm nome (vendas e muitas), cá são introduzidos logo em destaque e muitas vezes miseravelmente traduzidos, o que ainda consegue melhorar a obra.

Em relação ao conhecimento esotérico, começo a duvidar que isso ainda exista. O Reiki, se começou por ser um conhecimento esotérico por ser, exactamente, partilhado em círculos restritos, hoje não o é de maneira nenhuma. E aqui está o cerne da minha crítica. Quantas pessoas começam numa ponta, chamemos-lhe primeiro grau, e vão por aí acima só acabando dos graus do Karuna, se é que há um final nessa escalada? Será possível que qualquer pessoa, e sublinho, qualquer pessoa, tenha perfil para mestre Reiki, já para não mencionar os graus que se lhe poderão seguir? Aparentemente sim. E porquê? Não é por o Reiki ser por natureza universal (isso é a energia), é porque os ditos ‘mestres’ sabem que se se recusarem a iniciar tal indivíduo em tal seminário irão não só perder um cliente para a concorrência como irão abrir um precedente que poderá lançar a fama errada nos círculos das espiritualidades e revelar-se uma autêntica caixa de pandora.

Nunca ouvi falar de um mestre recusar ministrar um grau Reiki a quem quer que fosse, o que por si só me parece grave. O máximo a que assisti foi atrasarem ligeiramente a ocasião, sob o pretexto de dar tempo para que a pessoa se preparasse. Ouvi da boca de um mestre um certo comentário de desaprovação do perfil de um dos seus iniciados que curiosamente de si tinham obtido o grau de ‘mestre’. Faz sentido? É lógico que não.

Se o Reiki de terceiro grau, o grau de mestre que permite que essa pessoa passe ela mesma os conhecimentos que aprendeu, pode ser dado a qualquer um ou uma, então só há uma conclusão óbvia: o Reiki é uma batata. O Reiki hoje não vale nada porque há por aí um monte de gente que sabe muito pouco e que enche a boca com a palavra ‘mestre’ como se dela fossem dignos/as! O resultado são reikianos cada vez mais mal preparados. A mestria, meus caros, não é obtida instantaneamente por definição. A mestria é para quem percorreu um longo caminho de aperfeiçoamento e de libertação do ego. Poderá não ter chegado ao termo, mas meteu pés ao caminho e consegue ver o topo da montanha. Não foi certamente alguém que por ter pago umas centenas de euros e ter prescindido de três fins de semana ficou iluminado, qual candeeiro místico que se acenda em interruptor!

Fica então o aviso: olhos bem abertos quando forem enveredar pelos caminhos do Reiki e de outras terapias associadas à espiritualidade. Antes, informem-se bem sobre o que é o Reiki. Comprar um livro sobre o assunto não é mal pensado. Sondem o território o máximo possível antes de se comprometerem em participar em qualquer seminário. Experimentem uma terapia com o/a dito/a mestre. Procurem pessoas que por ele/a tenham sido iniciadas, sobretudo as que têm termo de comparação (as das ‘reciclagens’). É bom dar também uma olhadela à linhagem de mestres de onde provém o/a mestre em questão. Se tudo bater certo, as referências forem as melhores e finalmente, mas não menos importante, tenham sentido ao estar com ele/a que o devem fazer, então força.

E se se tiverem fartado das ideias dualistas da New Age mainstream, vão directos para um velho clássico intemporal como é o Curso em Milagres. E se se ficarem por aí, vão ficar muito bem. ; )

Livro do Desassossego – 358

Vi e ouvi ontem um grande homem. Não quero dizer um grande homem atribuído, mas um grande homem que verdadeiramente o é. Tem valia, se a há neste mundo; conhecem que tem valia; e ele sabe que o conhecem. Tem, pois, todas as condições para que eu o chame um grande homem. É, efectivamente, o que o chamo.

O aspecto físico é de um comerciante cansado. A cara tem traços de fadiga, mas tanto poderiam ser de pensar de mais como de não viver higienicamente. Os gestos são quaisquer. O olhar tem uma certa viveza — privilégio de quem não é míope. A voz é um pouco embrulhada, como se os inícios da paralisia geral estragassem essa emissão da alma. E a alma emitida discursa sobre a política de partidos, sobre a desvalorização do escudo, e sobre o que há de reles nos colegas da grandeza.

Se eu não soubesse quem ele é, não o conheceria pela estampa. Sei bem que não há que fazer dos grandes homens aquela ideia heróica que as almas simples formam; que um grande poeta há-de ser um Apoio de corpo e um Napoleão de expressão; ou, com menos exigências, um homem de distinção e um rosto expressivo. Sei bem que estas coisas são humanidades naturais e absurdas. Mas, se não se espera tudo ou quase tudo, espera-se todavia alguma coisa. E, quando se passa da figura vista para a alma falada, não há sem dúvida que esperar espírito ou vivacidade, mas há ao menos que contar com inteligência, com, ao menos, a sombra da elevação.

Tudo isto — estas desilusões humanas — nos faz pensar no que pode realmente haver de verdade no conceito vulgar de inspiração. Parece que este corpo destinado a comerciante e esta alma destinada a homem educado são, quando estão a sós, investidos misteriosamente de qualquer coisa interior que lhes é externa, e que não falam, senão que se fala neles, e a voz diz o que fora mentira que eles dissessem.

São especulações casuais e inúteis. Chego a ter pena de as ter. Não diminui com elas a valia do homem; não aumenta com elas a expressão do seu corpo. Mas, na verdade, nada altera nada, e o que dizemos ou fazemos roça só os cimos dos montes, em cujos vales dormem as coisas.

in Livro do Desassossego

Tudo explicado numa só frase singela.

É ateu? Problema seu!

Não há muito a dizer sobre este tópico. Nada mudou desde que falei dele da última vez. A única coisa que aconteceu é que agora tenho um colega que se sente só no seu ateísmo e está a ver se arranja companhia, publicando no Facebook propaganda de um grupo de ateus brasileiros.

Os agnósticos são um caso à parte porque não chateiam ninguém. Já os ateus, convictos que estão que Deus (ou deus) não existe, fazem questão de apregoar aos sete ventos que eles é que estão bem e que nós somos iguais a eles. E mais, depois misturam tudo. Em vez de criticarem os deístas como

um todo por princípio, fazem ataques à Igreja Católica e aos cristãos como se fossem a origem de todos os males do mundo. Estão enganados. Claro que há todo um historial de atrocidades cometidas continuadamente nos séculos passados e isso ninguém apaga, mas hoje a Igreja faz muito bem a muita gente, a começar pelo nosso próprio país.

Mas porque é que os ateus estão tão interessados em espalhar a sua ‘boa nova’ de que não há Deus? Se estivessem verdadeiramente convictos daquilo em que (não) acreditam não me parece que houvesse tamanho furor em negar que Deus existe. Eu, por exemplo, acredito em Deus e não me vêm por aí a pregar que Ele existe e que nós fazemos parte de Si. Não tenho necessidade disso. Acredito muito mais que o meu exemplo e a minha presença ajudem a elevar consciências do que andar por aí a dar palpites de ‘teologia’ para quem os quiser agarrar.

Concluindo – há um fundo de insegurança, senão hipocrisia, nesta vaga de ateísmo que parece nem saber exactamente o que pretende alcançar. Fazer o quê? Ignorar.

Adenda: para clarificar o uso correcto dos termos ateu, teísta, agnóstico, gnóstico, ver - http://freethinker.co.uk/2009/09/25/8419/

Cinema 3D da treta

De certeza que já se depararam com algumas coisas nada simpáticas no que toca ao cinema 3D. Vou aqui enumerar as razões pelas quais desisti de ir ao cinema ver filmes em 3D.

  • O preço do bilhete é inacreditável, mesmo que levemos os nossos próprios óculos;
  • Há ecrãs como os da Castelo Lopes que têm uma péssima performance no que toca à profundidade de negros, logo, digam adeus ao 3D nas cenas escuras;
  • A esmagadora maioria dos filmes não tira partido das possibilidades do cinema 3D e o resultado é que saímos dos filmes sempre a dizer que o melhor efeito foi o das pipocas da Vodafone;
  • Pessoas com estigmatismo e que usem óculos em geral, por pouca correcção que tenham como é o meu caso, serão muitas vezes brindadas com fantasmas dos dois lados das legendas, senão também nas imagens do filme;
  • Por fim, o bónus do costume, além de sairmos com a carteira mais leve sem que o preço se tivesse justificado, vamos também com uma dor de cabeça incomodativa.

É por isto que desisti de ver filmes em 3D.

WordPress erases my words

Que é grave sei eu. Tinha um artigo inteiro prestes a publicar, estava apenas a colocar-lhe uma imagem quando ao redimensioná-la deparei-me com o desaparecimento da totalidade do texto. Melhor ainda, nesse preciso instante o wordpress resolve guardar o rascunho e eu, em pânico, procuro um botão para o impedir. Não existe. O meu artigo foi ao ar e não vejo forma de o recuperar. Aqui fica a nota de extremo desagrado.

Tenho um primo que acabo de descobrir que tem uma quantidade de blogues de sucesso no blogger. Um dia destes mudo-me para o lugar de onde vim. E acabam-se os problemas de vez. O que é que ainda me impede? Não sei o que era, já não me lembro. Mas como a inércia ainda vence, deixo-me estar na esperança de não me voltar a chatear. Mas que raio, hoje deu-me para falar em rima? …

E SIM este artigo é SUPER-AWSOME! Whatever that means!

A espera em desespero.

Vou desabafar para aqui. Apetece-me, quero ver se processo os venenos que o stress me estão a pôr na corrente sanguínea. Os resultados das colocações dos regimes de reingresso, transferência e mudança de curso deviam ter saído na segunda-feira. Mas desde domingo que não faço mais nada senão estar ao computador à espera dos benditos resultados. Resultado: já não aguento mais a espera. Liguei para lá na segunda, disseram que saíam na terça. Viu-se. Pelo que vejo, nem hoje, quarta. Eu sei que há funcionários públicos que dão o seu melhor todos os dias, mas também sei que… há os outros…

[Editado em 2011-11-17: enfim, já passou. Entrei e estou a entrar cada vez mais. Construindo o meu percurso, amizades, descobertas... Vou já passar ao próximo post.]

Laços de Sangue – “no me gusta”

Creio que a Globo devia ter pensado duas vezes antes de fazer uma parceria que deu à luz este aborto de novela. Quanto a mim, história é miserável, desinteressante, previsível, irrealista e quase inexistente. As duas personagens principais — as duas irmãs — a boazona e a mazinha não têm profundidade nem nada que faça lembrar vagamente pessoas reais. Uma é toda boa (em todos os sentidos) e a outra é toda má (no papel que representa). Não encontro ambiguidade nenhuma nos seus carácteres, nenhum conflito interior e parece-me que apresentar uma novela assim, a par com os restantes atributos que enumerarei em seguida, é dizer que os portugueses são no mínimo destituídos de sentido crítico, para não dizer simplesmente burros.

Para além dessa dicotomia enfadonha, irrealista e patética que encontro, temos uma panóplia de personagens secundárias cada qual mais reveladora que a outra daquilo a que estamos a assistir. Umas manifestamente repugnantes, outras falsamente saloias e um grande conjunto delas que para além de completamente fora de contexto não parecem acrescentar nada à história e, sendo assim, diria que são acessórias.

Convém notar, além da pobreza da história, também a dos diálogos e dos cenários. Reparei que a maior parte dos diálogos decorrem nos sofás das diversas famílias, dando a entender que os portugueses praticamente só conversam no sofá. E como se isto não bastasse, na canção do genérico, cuja versão original será do António Variações, não encontro uma relação lógica com o pouco que se passa. Mas se quiserem um mantra interessante, se se apanharem a trautear a canção, cantem-na assim: porque eu só estou bem onde agora estou, porque eu só quero ir onde agora vou.

Conclusão — preferia que a SIC a médio prazo (porque já vimos que não vai ser a curto, vem aí a Rosa Fok) ponha novamente as novelas brasileiras da Globo em horário nobre, ou pelo menos mais cedo, visto que as suas produções são manifestamente inferiores às da Globo.

[Texto revisto e editado a 14-09-2011 -- Convém realmente abordar, mesmo que sumariamente, as restantes novelas dos canais de sinal aberto. Tenho a agradecer ao Sr. 1234 por me ter feito notar a injustiça que tinha cometido e o facto de não ter deixado claro que isto se trata apenas de uma opinião pessoal, com a qual, aparentemente, nem os meus contactos do Facebook concordam.

É provável que seja a melhor novela que a SIC já produziu, acredito que seja verdade. Não posso garanti-lo porque não assisti às anteriores com atenção. Parece-me é que se vêm tão bons exemplos da Globo, porque não aprender mais com eles? Fica a esperança que a nova novela traga maior substância à história e às personagens. Parece-me que não faz mal "confundir" as pessoas, o bem e o mal já está misturado em cada um.

A TVI... Não abordando os Morangos com Açúcar e as suas colheitas de morangos verdes, passo às restantes novelas. O maior problema que encontro nas novelas, que diga-se, já deixei de seguir de todo, são as semanas em que praticamente nada de relevante acontece. Assim qualquer pessoa desespera. Aquilo que apontei para os Laços de Sangue também se poderia aplicar às da TVI. Não posso dizer como estão agora, porque não tenho assistido.

Na minha opinião, a RTP criou a melhor série que já vi em português europeu, o Conta-me Como Foi. Não é que não haja nada que lhe aponte. Numa série que se pretendia ilustrativa daquilo que foi o passado recente em Portugal, parece-me que a história da família protagonista foi muitas vezes demasiado atípica. Já as novelas brasileiras que passam nas tardes da RTP são tão más ou piores que o vulgo das fabricadas em Portugal. Isto parece-me também importante que seja dito.

E para terminar, faço uma ressalva, lembrando o tema deste blogue. Aqui fala-se de coisas banais do dia-a-dia, nomeadamente coisas pelas quais passamos e aceitamos sem pensar sobre o que elas são. As opiniões aqui são minhas e assumo a inteira responsabilidade por aquilo que penso e partilho. Se uso títulos bombásticos e corto a direito naquilo que digo é para incitar o debate, coisa que até hoje não aconteceu, para minha verdadeira frustração. E por isso, mais uma vez, convido todos a que exponham os vossos pontos de vista para um debate de ideias cordial. Felizmente não tenho ideias fixas e estou perfeitamente aberto a mudar de opinião se me mostrarem que têm uma visão mais esclarecida que a minha. Já comentários vazios cujo único intuito é o insulto não só não são bem-vindos como não serão aprovados.]

Lição de Natação

Para cantar com a música da canção Lição de Vôo dos Cazino.

Foi tão fácil o calção perder
Ficar de rabo ao léu
Ter de tapar com as mãos o coisinho
 
Eu não sei mais como hei-de andar
Esquecer, tenho de tapar
As vergonhas deste mundo
Eu não sei mais como hei-de andar
Esquecer, tenho de tapar
As vergonhas
 
Foi tão fácil deixar-me perder
Os calções neste mar
Só queria era ficar sozinho
 
Eu não sei mais como hei-de tapar
Esquecer — só se obliterar
As vergonhas deste mundo
Eu não sei mais como hei-de tapar
Esquecer — só se eclipsar
As vergonhas
 
Eu não sei mais como hei-de andar
Esquecer, tenho de tapar
As vergonhas deste mundo
Eu não sei mais como hei-de andar
Esquecer, tenho de tapar
As vergonhas…
 
 

Isto é um “artigo”

Que surpresa ao chegar ao wordpress e deparar-me com estas novidades de apresentação e organização. Até hoje chamei aos meus “artigos” apenas posts, mas sinto-me tentado a chamá-los pela nova designação. Será que no futuro próximo chamarei ao meu blog blogue, às tags etiquetas e até ao e-mail correio electrónico, ao site sítio, ao PC CP, ao desktop computador de secretária, ao laptop computador de colo (ah, sim, portátil xD) e por aí fora? É melhor dar passos pequenos e calculados quando se trata de aportuguesar certos termos. Um post pode ser perfeitamente um artigo até porque parece subtilmente dar-lhe um cariz mais profissional. Não podia estar contra isso. Agora, que chateia dizer correio electrónico em vez de e-mail, isso chateia. Ou até endereço de correio electrónico em vez de endereço de e-mail ou simplesmente e-mail também não é conveniente.

Aproveito para anunciar o encerramento do Guimarães por um Canudo e já não era sem tempo, porque a decisão já foi tomada há muito. Regressei a Lisboa para ficar e, se tudo correr bem, terei aulas mesmo no centro, na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Escusado será dizer que quando acabar serei um belo artista, tal como o disse o meu primo Zé Manel. Para quem queria estar a 450 quilómetros da capital quando chegasse o dia 21 de Dezembro de 2012 acabei de me enfiar na boca do lobo. Mas sejamos racionais. Nesse dia não vai acontecer nada de especial. Poderá ser antes, mas provavelmente será depois. Não há nada a temer. Só ser queimado vivo, engolido pela terra, subterrado por escombros ou afogado por uma onda gigante. De resto tudo bem. Excepto se estiver no comboio na linha de Cascais. Aí em grandes troços da linha não haverá muito mais a fazer senão esperar pelo fim. Mas tudo bem, não vai acontecer nada. A Nossa Senhora de Fátima prometeu que nos protegia, logo podemos estar descansados. Não temos rezado muito (nada para dizer a verdade), mas não vamos ser castigados por não rezarmos o terço, pois não?! Há quem faça pior! Há quem ande com um ao pescoço só para fazer vista e mais nada!

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